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20/12/2018
Muito se evoluiu no tratamento da Aids, menos a discriminação

A discriminação é, muitas vezes, baseada em desinformação ou medo do desconhecido. A discriminação faz com que as pessoas demorem a fazer o teste anti-HIV e procurem tratamento precocemente. Muitas pessoas morrem sem sequer saber que têm a doença, pelo medo de perder a família, os amigos ou o emprego. Quem vive com o vírus pode trabalhar, estudar, namorar, constituir família, fazer exercícios físicos, assim como todo mundo. Só não pode conviver com o preconceito, que muitas vezes faz a pessoa abandonar o tratamento médico.

E se a pessoa de quem você comprou vegetais estivesse vivendo com HIV, você compraria tomates dele? E se o seu vizinho tivesse tuberculose, você pararia para conversar? E se sua manicure vivesse com HIV, você a procuraria para fazer a mão? E se o pediatra do seu filho fosse soropositivo, você levaria seu filho para consulta? “Permitir que a discriminação continue não é apenas errado, é ruim para as comunidades, é ruim para a economia, é ruim para o futuro”, assegura a médica do Centro de Testagem e Aconselhamento Herbert de Souza, Letícia Ikeda. “As pessoas enfrentam discriminação todos os dias com base em quem são ou o que fazem. Imagina ser discriminada por ter um vírus que só se transmite por contato sexual ou sanguíneo? Qual a sua perspectiva de vida?

Apesar de o Brasil ter um dos melhores tratamentos contra HIV/Aids em todo o mundo — reconhecido e recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) —, a exclusão social e o preconceito sofridos pelos portadores do vírus ainda são um grande obstáculo. “O acesso aos serviços de saúde é essencial para prevenir ou tratar o HIV. Ainda assim, aproximadamente uma em cada cinco pessoas vivendo com HIV relata evitar procurar a unidade de saúde para fazer o teste e iniciar o tratamento por temer o estigma ou a discriminação”, relata Letícia.

"Ninguém está preparado para receber uma notícia dessa", conta Pâmela. “Em 2003 fiz o teste e fiquei sabendo. Contraí do meu segundo namorado. Em 2017, quando soube que estava grávida, contei ao pai da minha filha, mas ele nos abandonou”, lamenta. “A maior dor é a da alma”, declara Pâmela, ao lembrar também do abandono de alguns familiares e amigos. “Agora eu sei quem sempre estará ao meu lado.” Mesmo com toda a informação disponibilizada pela mídia, ainda se cria muito medo em relação ao portador do HIV/Aids, como se a doença fosse transmitida através do toque, do ato de cumprimentar ou abraçar.

Pâmela, inicialmente, teve resistência ao tratamento, mas procurou o Serviço Especializado em HIV e Aids Herbert de Souza, onde está estruturado o CTA e o Ambulatório (Rua Ângelo Silveira, 170, parada 32), depois que soube estar grávida. Desde que aceitou a terapia com antirretrovirais, ela comemora: “a minha saúde é muito melhor do que a de muita gente. Estou indetectável”, referindo-se que as medicações são capazes de zerar a quantidade de HIV no sangue. Sua filha nasceu sem HIV, graças ao tratamento que Pâmela recebeu durante a gestação.

Ainda é preciso avançar

A realidade da Aids na vida brasileira e mundial têm dados alarmantes, porém com bons resultados a serem reconhecidos. No mundo, o número de pessoas vivendo com HIV em 2017 era de 36,9 milhões de pessoas, segundo o Unaids. São 21,7 milhões de pessoas vivendo em terapia antirretroviral (2017/ Unaids) e 1,8 milhão de pessoas recém infectadas com HIV (2017).

Em Viamão, são 2.324 pacientes soropositivos. Hoje, todas as unidades de saúde oferecem o teste por sorologia (por meio de amostra sanguínea). Com apenas uma gota de sangue, através de uma picada no dedo do paciente, é possível detectar doenças como HIV e sífilis. Esse método possibilita ao paciente, em menos de meia hora, ter acesso aos resultados e assim receber o encaminhamento necessário de acordo com cada situação.

Cabe lembrar que toda pessoa sexualmente ativa deve fazer o exame anti-HIV, pelo menos, uma vez ao ano. Desde o ano passado, com a divulgação de ações de prevenções através dos programas Tô Dentro e Galera Curtição, a procura para testagem triplicou. O dado negativo é que o número de soropositivos cresce a cada semana. De acordo com a psicóloga do CTA Herbert de Souza, Karin Ribeiro, são cerca de cinco pacientes novos por semana. A boa notícia é que quando em tratamento, administrando a medicação corretamente, a carga viral fica indetectável. Por isso a importância de fazer o teste e iniciar o tratamento.

 
 
 
 
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