A EMEF Araçá convidou a Organização Não Governamental (ONG) Greenpeace para falar aos estudantes do 5º ao 9º ano e aos professores sobre o aquecimento global, na manhã desta quinta-feira, dia 11. A atividade faz parte do projeto Mudanças Climáticas, que tem por objetivo promover a educação ambiental na escola como uma nova leitura de mundo.
De acordo com a diretora da Araçá, Tula Poloni, nos dias de hoje é imprescindível que a educação, de forma interdisciplinar, aborde o meio ambiente para que os alunos conheçam e valorizem as leis da natureza. "É essencial que o educador ambiental esteja atento para a complexidade da crise ambiental, cuja compreensão é fundamental para a manutenção da vida no planeta. Dessa forma, a busca de informação para os processos de construção de conhecimento são requisitos essenciais ao enfrentamento dos desafios do nosso tempo", explica Tula.
Os ativistas da Greenpeace no Estado, Emerson Prates e Jaqueline Figueroa, falaram sobre a história da ONG, que começou há 45 anos, quando um grupo de ecologistas, jornalistas e hippies foram impedir que os Estados Unidos fizessem testes nucleares na ilha de Amchitka, na costa ocidental do Alasca. A missão foi interceptada e eles não conseguiram impedir que os EUA detonassem a bomba. No entando, ficaram conhecidos no mundo inteiro por tamanha ousadia contra a maior potência do mundo. O protesto pacifista teve consequências positivas e a ideia de que alguns indivíduos podiam fazer a diferença por um planeta mais verde e pacífico se tornou realidade e arrebatou uma legião de seguidores.
Atualmente, uma das correntes do trabalho da Organização é a luta e conscientização contra o aquecimento global. Segundo Prates, o aquecimento do planeta é provocado principalmente por três gases: gás carbônico (CO2), gás metano (CH4) e por gases eliminados pelos agrotóxicos. "Esses gases são eliminados no ambiente através de queimadas de florestas e combustíveis fósseis, petróleo, gases de aterros sanitários e da agropecuária, além de pesticidas e herbicidas. A compensação está no reflorestamento e no plantio de árvores, que filtram os gases tóxicos e os tranformam em oxigênio", explica o ativista. Prates ressaltou o aumento da temperatura no mundo inteiro, as variações climáticas, os ciclones, os furacões e a seca. O ativista destacou que o fenômeno também está refletindo na vida marinha e no Brasil, que passou a vivenciar essas variações a partir do ano 2000.
A partir dos apontamentos do Greenpeace, a Escola Araçá iniciará um projeto que aponte mudanças sociais que permitam enfrentar e minimizar as causas da degradação socioambiental. "Percebemos as conexões existentes entre nossas ações cotidianas de locomoção, a emissão de gases, de efeito estufa e o consequente aumento da temperatura da Terra, entre o desmatamento da Amazônia e o da Mata Atlântica, e a desertificação de partes do Sul do país", encerra a diretora Tula.
Também participaram da atividade as assessoras pedagógicas Carmen Rocha e Patrícia Santos.