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14/06/2018
Rede municipal inicia a discussão da BNCC com as equipes diretivas

A Secretaria Municipal de Educação (SME) realizou na tarde da última terça-feira, dia 12, o primeiro encontro com as equipes diretivas das 62 escolas da rede para a discussão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A nova BNCC foi homologada no dia 20 de dezembro de 2017 e será referência para a (re)elaboração dos currículos em todas as redes e escolas do país.

Viamão iniciou a discussão em março, com a apresentação do BNCC aos assessores pedagógicos. Em maio, alguns professores da educação infantil ao 9º ano foram convidados a participar da discussão. No dia 6 de junho, foi a vez dos professores inscritos no PNAIC tomarem conhecimento e interagirem com a construção do novo currículo para que os alunos possam atingir as 10 competências no final do ciclo.

         Para o secretário de Educação, Carlos Bennech, a discussão deve ser mais profunda. “De cada dez crianças que entram no 1º ano, só três completam o ensino fundamental na idade certa. Hoje, existem cerca de dois milhões de adolescentes, entre 15 e 17 anos, que não estão no ensino médio. Outro problema que enfrentamos é a alfabetização tardia. Os alunos não chegam alfabetizados no 4º ano e o número de reprovação e evasão são muito altos, do 6º ao 9º ano. Nessa nova discussão da BNCC e dos currículos, devemos encontrar uma solução para essas problemáticas”, conclui.

         A pedagoga e pós-graduada em Metodologia de Ensino, Regina Shudo, instigou a equipe diretiva sobre as dez competências da BNCC, ao qual as escolas e a rede devem ser criadas estratégias para atingi-las. Para Regina, é preciso mudar a metodologia de ensino para que o aluno se sinta protagonista da sua própria história. “Quem um dia já perguntou em sala de aula qual o sonho de cada um dos seus estudantes? Quem não tem sonho, tem dificuldade escolar. Quem não sonha, não sabe aonde quer chegar. Quem não lê, não adquire conhecimento pelo prazer. É uma nova maneira de chamar a atenção do aluno para o aqui e agora, para dizer que o que ele faz hoje, pode impactar na vida dele mais tarde. Que para sonhar, é preciso planejar a curto, médio e longo prazos”, explica. Para a pedagoga, a Base é a seleção dos saberes, mas é o professor quem possui as metodologias para aplicá-las. Já as competências, são as habilidades necessárias para viver. “A escola transformadora possui o currículo por meio de competências e usa o saber na teoria e o saber na prática”, finaliza Regina.

         O currículo deve estar pronto até o final da segunda quinzena de agosto para ser apresentado ao Conselho Municipal de Educação e ser aprovado e homologado, pelo mesmo, até o dia 30 de novembro de 2018. Durante o mês de junho, serão mais cinco encontros com assessores pedagógicos, professores e equipes diretivas.

Saiba mais:

Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define um conjunto de 10 competências gerais que devem ser desenvolvidas de forma integrada aos componentes curriculares, ao longo de toda a educação básica. As competências foram definidas a partir dos direitos éticos, estéticos e políticos assegurados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores essenciais para a vida no século 21.

O currículo de cada rede deve ser baseado para cumprir as 10 competências gerais da BNCC:

  1. Conhecimento – valorizar e utilizar os conhecimentos sobre o mundo físico social, cultural e digital, para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar com a sociedade;
  2. Pensamento científico, crítico e criativo – exercitar a curiosidade intelectual e utilizar as ciências com criticidade e criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hitpóteses, formular e resolver problemas e criar soluções;
  3. Repertório cultural – valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais, para fruir e participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural;
  4. Comunicação – utilizar diferentes linguagens, para expressar-se e partilhar informações, experiências, idéias, sentimentos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo;
  5. Cultura digital – compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica, significativa e ética, para comunicar-se, acessar e produzir informações e conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria;
  6. Trabalho e projeto de vida – valorizar e apropriar-se de conhecimentos e experiências, para entender o mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas à cidadania e ao seu projeto de vida com liberdade, autonomia, criticidade e responsabilidade;
  7. Argumentação – argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender idéias, pontos de vista e decisões comuns, com base em direitos humanos, consciência socioambiental, consumo responsável e ética;
  8. Autoconhecimento e autocuidado – conhecer-se, compreender-se na diversidade humana e apreciar-se, para cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autonomia e capacidade para lidar com elas;
  9. Empatia e cooperação – exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, para fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza.
  10.  Responsabilidade e cidadania – agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, para tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
 
 
 
 
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