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12/05/2019
Fui mãe quando vi minha filha pela primeira vez

Você sabia que há 101 anos comemoramos o Dia das Mães aqui no Brasil? A primeira celebração no país ocorreu em 12 de maio de 1918, em Porto Alegre. Aos poucos, a festividade foi se espalhando pelo resto do país e, em 1932, foi oficializada como o segundo domingo de maio. De lá para cá muita coisa mudou e hoje a data é mais lembrada comercialmente do que o seu real propósito: uma homenagem. Hoje queremos resgatar esse sentido da data inicial. Então, o que é ser mãe para você? Mãe é só aquela quem gera um filho?

“Não sou mãe daquelas que geraram uma vida. Fui mãe quando vi minha filha pela primeira vez”, expressa a empresária Eliane Schutz Cardoso, 48 anos. Essa é uma história daquelas que já estava escrita nas estrelas. Nada é por acaso. Eliane e Eduardo Cardoso são casados há 22 anos. Depois de um ano de casamento, começaram a planejar uma família. Mas da maneira biológica não deu muito certo: duas fertilizações assistidas e um aborto espontâneo. Então, o casal entrou com o processo para adoção. A única exigência era que fosse um bebê com até 11 meses, para que o primeiro ano de vida fosse comemorado em família.

O processo iniciou na Comarca de Porto Alegre, pois o casal morava lá. Quando decidiram se mudar para Viamão, o processo foi transferido para a Comarca daqui. Um dia, o telefonema tão esperado foi recebido. “Saímos correndo para conhecer o bebê que havia nascido há três dias. Nosso bebê chegou”, lenbra Eliane. Quando o casal bateu os olhos no bebê, um sentimento novo surgiu. Dali para adiante não seriam mais um casal e sim uma família. “Ela era exatamente como eu imaginava. Uma menina, do signo de Áries, com os olhos grandes e vibrantes. Olhou para mim e abriu um sorriso. Um sentimento de amor puro e intenso tomou conta de mim. Ali nascia uma mãe. Cada dia era um aprendizado. Nunca tive bebê próximo na família, que eu tivesse participado dos cuidados. Demos o nome de Maria Letícia, em homenagem à Nossa Senhora. Desde o primeiro momento nos informaram que ela poderia ter problemas neurológicos, devido ao seu apgar (teste realizado no nascimento) ter sido baixo. Mas, em momento algum, tivemos receio sobre isso. Acredito que tudo tem uma razão. Se uma criança é destinada para uma família, é porque ela tem condições emocionais, acima de tudo, para recebê-la. Sou uma mãe atenta, teimosa, batalhadora, questionadora, persistente, sempre lutando para que a Lelê tenha melhores oportunidades de se desenvolver”, explica Eliane.

Então, o primeiro Dia das Mães teve um significado especial. A menina dos seus sonhos havia se materializado e estava em seus braços. “Mãe é vínculo, é quem cria, é amor, muito amor”, ressalta. Eliane conta que até os 18 meses, a Lelê ficou em casa. Quando entrou para a escolinha é que as questões neurológicas foram ficando mais evidentes. Hoje a Lelê está com 14 anos e é muito conhecida na cidade. É nome de loja com artigos infantis, aberta por Eliane. E, em seguida, também será nome de um instituto voltado para a inclusão.

Quando fez 10 anos, Lelê começou a pedir um irmão. “Nunca saímos da fila de adoção. Tivemos a oportunidade quando a Lelê era menor, mas não pudemos aceitar devido ela nos demandar muitos cuidados e atenção. Mas, com 10 anos, os cuidados com a Lelê estavam estabilizados e começamos a verificar novamente a possibilidade. Tinha um detalhe: tinha que ser antes dos meus 45 anos. E tudo se encaminhou novamente como tinha que ser. O Lucas chegou às nossas vidas com dois meses e 25 dias de idade e alguns dias antes de eu completar os meus 45 anos”, conta Eliane.

Ao longo desses 14 anos como mãe, Eliane conta que aprendeu e aprende todos os dias com os filhos. Mas o que considera mais importante é dar valor às pequenas coisas.  “A casa agora tem vida. Pra mim, o Dia das Mães não é só da mãe. É o Dia da Família que tu criou com muito amor. É um dia de selar esse momento. É um dia para refletir o que é o amor puro, o amor verdadeiro e infinito. Isso não significa que é só feminino. Esse amor pode estar dentro do coração de um homem também. Quando se é mãe, tu cria e não deixa ser criado”, finaliza Eliane. 

Feliz Dia das Mães!

 

 
 
 
 
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