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08/03/2019
Celebrando a colheita do arroz orgânico

“Afagar a terra. Conhecer os desejos da terra. Cio da terra, a propícia estação e fecundar o chão!” (Milton Nascimento)

A Comunidade da Reforma, em Itapuã, celebrou a primeira colheita do arroz orgânico na manhã do dia 7. O arroz está sendo cultivado entre cinco famílias de agricultores. Ao contrário dos produtores de arroz convencionais, que rotineiramente aplicam adubos químicos no solo, os produtores de arroz orgânico usam uma série de medidas naturais para manter e melhorar a fertilidade do solo, o que garante um produto saudável.

As famílias iniciaram a produção do arroz tradicional em 2017 e, em 2018, a partir da sugestão do Irga, Emater e Parque Estadual de Itapuã, que oportunizaram uma capacitação e trocas de vivências num seminário internacional, os produtores se entusiasmaram e aceitaram o desafio do plantio agroecológico. A área é proveniente da reforma agrária entre os anos de 60/80 e nela continha a criação de gado de corte, atividade exercida por uns 30 anos, segundo o produtor Eduardo Medeiros. “A terra foi emparelhada, lavrada e plainada para o plantio com plantadeira. Foram cultivados 35 hectares de arroz orgânico e projetamos colher 3.150 sacas do produto”, destaca Medeiros.

Depois de colhido, o arroz é levado para a Cooperativa dos Produtores Orgânicos da Reforma Agrária (Cooperav) para beneficiamento e depois é encaminhado para ser embalado na Cooperativa de Produtos Agropecuários dos Assentados de Tapes (COOPAT), como arroz branco orgânico Terra Livre. De acordo com o técnico do escritório local do Irga, Edivane Portela, juntamente com o assentamento Filhos de Sepé, hoje são 125 famílias que produzem o arroz orgânico numa área de 900 hectares. “Estima-se que a produção deste ano chegue a 3.600 toneladas do produto com casca, gerando 2.340 toneladas do arroz orgânico ensacado, o que abastece 150 mil pessoas durante um ano inteiro”, explica Portela.

O prefeito, André Pacheco, ressalta que o desenvolvimento de Viamão também passa pelo agronegócio. “Temos mais de 1.000km² de área rural e queremos ter a ousadia de sermos conhecidos nacionalmente e internacionalmente como a ‘Capital Brasileira do Arroz Orgânico’. Neste ano, vamos construir, em conjunto, o Plano Municipal do Desenvolvimento do Agronegócio, com propostas e estabelecendo metas a curto, médio e longo prazo. O arroz orgânico está na mesa dos nossos alunos do ensino municipal. Fechamos o ano de 2018 adquirindo 43% dos produtos para a merenda escolar da agricultura familiar. Isso é incentivar na prática uma alimentação saudável para as nossas crianças”, encerra Pacheco.

Também participaram da celebração da colheita o IFRS, o Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar (Nesaf), a Cooperativa de Trabalhadores de Assentamentos da Região de Porto Alegre (Cootap), comunidades indígenas, Secretaria Estadual da Saúde e Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento.

Saiba mais:

– Arroz Orgânico – o processo de produção visa equilibrar o ambiente em que o arroz é plantado, usando técnicas de sustentabilidade, sem nenhum tipo de agrotóxico. O sabor é mais rico e diferenciado e, devido a sua técnica de plantio, mantém os principais valores nutritivos.

– Arroz convencional – a produção é realizada sem a prioridade de deixar o ambiente de plantio equilibrado, com a utilização de agrotóxico para evitar pestes. O sabor é pouco acentuado e, devido ao uso de substâncias artificiais no cultivo, perde algumas propriedades nutritivas.

 
 
 
 
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