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20/07/2017
O que é inovação na escola pública brasileira?

Essa foi a pergunta norteadora da palestra de Juliano Bittencourt, diretor-presidente do Instituto Tear de Inovação, realizada nos dias 19 e 20 de julho, no ginásio da Escola Nova Geração, Fiúza. Cerca de 1.250 educadores participaram desta formação. Concomitantemente, os educadores que não estavam no ginásio, participaram da oficina Inova Escola, realizada nas escolas pólos. As atividades fazem parte da Jornada Pedagógica 2017, que tem como tema central “Inovação em Rede”.

Na abertura, a anfitriã, diretora do grupo Lápis de Cor e representante do Conselho Municipal de Educação (CME), Mara Carvalho, disse estar muito orgulhosa por acolher o evento. “A minha vida toda está dedicada à educação e fico muito feliz em receber todos nesta escola que foi pensada para uma convivência direta com o meio ambiente.” O secretário de Educação, Carlos Bennech, destaca que o papel da Jornada é proporcionar integração e troca de experiências entre as escolas da rede municipal. “Estamos oportunizando às escolas apresentarem as suas práticas e está sendo muito gratificante verificar os resultados.”

O prefeito, André Pacheco, disse que o futuro de uma cidade depende da educação. “Estamos investindo na Educação e na qualificação dos professores e isso já está dando resultado. O Ideb em 2013 era 3,9 e conseguimos aumentar para 5,1, graças ao empenho de cada um dos professores que hoje estão aqui. Nossa meta é chegar a 6,0 até 2020. Estamos reformando e ampliando a estrutura física de nossas escolas. A merenda escolar é comprada da agricultura familiar. Investimos em segurança, com guarda escolar, videomonitoramento, alarme, uniformização dos estudantes, material escolar e pedagógicos, entre outros itens”, destaca Pacheco.

O que é inovação?

         De acordo com o presidente do Instituto Tear de Inovações, Juliano Bittencourt, inovar é agregar valor, é mudar a maneira de se relacionar. “Um exemplo disso é o whatsap, que mudou a maneira das pessoas se comunicarem. Hoje as pessoas preferem mandar mensagem do que fazer ligação. Outro exemplo é o Uber ou o Cabify, que mudou a relação na utilização do transporte.”

Bittencourt faz outra pergunta – o que é inovação na escola pública brasileira? E responde que o MEC utilizou cinco dimensões para considerar inovação: forma de gestão; articulação/relação com as famílias, empresas, entidades, comunidade; ambiente acolhedor; métodos utilizados; e, currículo, que deve desenvolver o aluno de forma integral.  O palestrante fala sobre algumas experiências inovadoras pelo país e ressalta que todas convergem em um ponto: integração com a comunidade.

         O presidente do Instituto Tear de Inovações destaca que a escola é o veículo para uma sociedade mais justa e mais equitativa. “Mas, por onde começar? Plantando uma semente de inovação. É um processo longo, que dá trabalho, se comete erros para acertar e evoluir. O aluno tem que ser sempre o protagonista. Deve haver a necessidade de mudança. As famílias devem ser envolvidas no processo. Mas, o mais importante é que a inovação deve ser de todos e não somente de um”, finaliza, confessando que sonha em entrar em uma escola e ver os alunos tendo prazer em aprender, os professores tendo prazer em ensinar, não ouvir reclamações, mas ver todos comprometidos com o processo, buscando soluções em conjunto.

Troca de Experiências

Para a vice-diretora e coordenadora pedagógica da EMEF Guerreiro Lima, Fernanda Bittencourt, a Jornada Pedagógica resgatou o propósito de trocar experiências entre os professores. “Mostrar para o colega o que a sua escola está fazendo e ver o que a outra escola está colocando em prática é fundamental para o crescimento profissional.” Fernanda explica que um professor vendo o que o outro está fazendo, desperta uma vontade de querer fazer também.

A vice-diretora ressalta que a Guerreiro Lima trabalha com o perfil das escolas sustentáveis, sensibilizando o aluno para melhorar a sua qualidade de vida. “Os professores de diversas áreas encaixam seu conteúdo nas práticas sustentáveis. Na Mostra de Escolas Inovadoras levamos a bioconstrução com permacultura, com a construção de hortas espirais, confecção de corantes orgânicos. Para construir uma horta, o aluno tem que se estudar o clima, o solo, a orientação solar, dos ventos. Enfim, é uma geometria da natureza. E eles agora estão levando estes conceitos para dentro das suas casas, plantando a sementinha de uma alimentação mais saudável”, explícita.

O professor de matemática, Luciano Gibrowsky, da EMEF Humberto de Campos, considerou muito boa a palestra. Por ser professor de área, este foi seu primeiro dia na Jornada. A sua prática inovadora na escola está na associação da matemática com os ensinamentos do xadrez. Também usa instrumentos de medidas no laboratório prático para ensinar geometria.

Para Vanessa Padilha, diretora da EMEF Paulo Freire, a Jornada está sendo muito produtiva. Ontem a sua escola participou da Mostra e levou o seu projeto de música como forma motivacional. “O projeto de inserir a música já existe há quatro anos e estamos conseguindo fazer a diferença. Hoje, não existe mais depredação na escola e nem indisciplina. Os alunos e a comunidade se sentem integrados e isso é muito bom, pois há valorização do trabalho do professor e a escola vira referência”, conclui.

O diretor da EMEF Felisberto da Costa Nunes, Mauro Abreu, destacou como suma importância o encontro com os professores, no qual foi a oportunidade de cada um saber um pouco sobre o trabalho do outro. “Foi uma troca significativa, fantástica. A capacitação com o Instituto Crescer também foi muito produtiva, com indicações de como trabalhar com o professor na escola, ou com disponibilidade de cursos à distância para os professores que querem aprender, que querem inovar”.

A professora volante da EMEF Jerônimo Porto, Karin Kaiser, também considerou fantástica a integração e a troca de experiências. “Nossa escola trabalha com o foco na robótica e consegue se superar a cada dia. É um desenvolvimento coletivo, pois a escola é acolhedora e integra em suas atividades a comunidade”, finaliza.

 
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Publicado: 20 de JULHO de 2017
O que é inovação na escola pública brasileira?

Essa foi a pergunta norteadora da palestra de Juliano Bittencourt, diretor-presidente do Instituto Tear de Inovação, realizada nos dias 19 e 20 de julho, no ginásio da Escola Nova Geração, Fiúza. Cerca de 1.250 educadores participaram desta formação.

 
 
 
 
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