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Saúde negra em discussão
A anemia falciforme é uma doença que atinge principalmente a população afro-descendente, pois a alteração genética que a determina é decorrente de mutações ocorridas há milhares de anos, predominantemente no continente africano. A 11ª Semana da Consciência Negra trouxe, dia 18, a questão dessa e de outras doenças na palestra ocorrida no Walter Graf. As explicações ficaram por conta da equipe de saúde da rede municipal.
A tuberculose também foi tema, apesar de não ser uma doença essencialmente negra, ela preocupa pela desinformação do tratamento. Pessoas com a tuberculose devem respeitar o tratamento de 6 meses.
No primeiro mês de tratamento a doença não apresenta mais sintomas fazendo com que o paciente ache que não precisa mais dos medicamentos. Engano! A doença pode voltar pior e continuar contaminando. Em média cada paciente transmite para 14 pessoas.

Saiba Mais sobre Anemia Falciforme:
A Anemia Falciforme, ou também conhecida como Depranositose, atinge a hemoglobina do organismo humano, fazendo com que os glóbulos vermelhos percam a elasticidade, tornando-se rígidos e com formato de “foice”. Dessa maneira, as hemácias agregam-se e obstruem a passagem do sangue nos pequenos vasos, causando microenfartos em diferentes partes do corpo. Como a doença é genética ainda não há uma reversão.
A pessoa, não sendo devidamente tratada, pode ter alto índice de limitação durante a vida.
O diagnóstico é feito no neonatal, através do “teste do pezinho”. Porém, a doença só é detectável dos 3 aos 7 dias de vida do bebê. Por esse motivo, esse exame é fundamental para começar um bom tratamento, caso a criança seja portadora. A doença é perigosa e silenciosa, se desenvolvendo com crises dolorosas e intensas, principalmente nas grandes articulações, retardo de crescimento, atraso puberal, infertilidade, derrames cerebrais, úlcera na perna, entre outras manifestações. No início ela pode ser confundida como uma simples dor, medicada com um analgésico, levando, lentamente, a outras complicações por que não foi adequadamente tratada.

No Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 25% dos portadores de anemia falciforme não atingem os 5 anos, e, 70 % terão óbito antes dos 25 anos. O tratamento para os portadores é alimentar-se de forma equilibrada, ingerir bastante líquido e agasalhar-se de acordo com a temperatura. A vacina da anti-hepatite B, disponível nas unidades básicas de saúde, e as vacinas de antipneumococo e anti-hemofílus devem ter um cuidado especial. Há também um tratamento contínuo para o controle da doença e um dos medicamentos mais usados é o ácido fólico.

Por Alexandre Soares
Prefeitura garante contrato com a Faurgs
Expressões faciais de preocupação e medo. Assim poderiam ser definidos como estavam os funcionários das unidades do Programa de Saúde da Família (PSF), da Prefeitura de Viamão, conveniados com a Fundação de Apoio Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs). No entanto, depois que o prefeito Alex Boscaini anunciou que a Faurgs concordou em renovar o contrato por mais um ano, a felicidade pairou sobre as pessoas, que tiveram garantidos seus empregos.
Na manhã desta quinta-feira, dia 11, representantes das secretarias municipais de Administração e Saúde estiveram reunidos com o corpo diretivo da Faurgs.
Na ocasião, a fundação manifestou interesse em rever a prorrogação do convênio, para continuar desenvolvendo as ações de saúde no município, que seriam encerradas no dia 31 de dezembro. Segundo a secretária de Saúde, Liciane Fraga, a posição inicial da não renovação se manteve até o dia 6 de novembro, assim como documentado, inclusive, em cláusula do aditivo de convênio.
“Foram através de conversas via telefone e de solicitações oficiais que foi aprovada a continuação do serviço da Faurgs até 2009”. A secretária também disse que o projeto de Lei 106, que solicitava a contratação emergencial foi retirado da Câmara de Vereadores.
O prefeito Alex Boscaini ressaltou que a prefeitura tomou medidas para a renovação do contrato. “Agora cada funcionário deve voltar para o seu trabalho tranqüilo, e servir bem a população.”
Sonia Maria Guimarães, agente de saúde do Programa de Agente Comunitário de Saúde (PACS), disse que está muito feliz. “Vim na reunião pensando que seria demitida. Estou radiante de felicidade, o emprego está garantido por mais um ano”, salienta.
Por Daiane Benso