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Secretaria de Planejamento, Habitação
e Meio Ambiente |
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Seminário
discute o decreto federal sobre as reservas legais |
| Produtores
rurais e ambientalistas dividiram suas idéias após
o decreto federal sobre o tema Reserva Legal. A nova medida
de lei obriga proprietários rurais a averbar a reserva
legal que possuem. Foi com o intuito de discutir essa questão
ambiental que a Prefeitura de Viamão, por meio do Departamento
de Meio Ambiente da Secretaria de Planejamento (Seplan), em
parceria com o Sindicato Rural promoveu na noite de quarta-feira,
26 de novembro, no Walter Graf, o Seminário Reserva Legal.
No evento, os representantes do Sindicato Rural, Instituto Riograndense
do Arroz (Irga) e da Ong Curicaca palestraram. O presidente
do Sindicato Rural, José Tadeu Silva, relatou que a questão
ambiental está presente na legislação há
muitos anos, citando como exemplo o código de Hamurabi.
“Há quatro mil anos, o código já
previa restrições ao corte das matas,” afirma
Silva.
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O engenheiro Valery Pugathi, do Irga, falou das ações
da entidade no sentido de derrubar o decreto e flexibilizar
a legislação ambiental, afim de não prejudicar
a produção de alimentos. “A reserva legal,
junto com outra ações do Congresso e do governo
federal, vêm comprometendo a viabilidade econômica
no setor produtivo.”
Alexandre Krob, coordenador técnico da Ong Curicaca e
secretário executivo do Comitê Estadual da Reserva
da Biosfera da Mata Atlântica (CERBMA), explicou que a
floresta garante os serviços ambientais. Serviços
esses que protegem o solo, disponibilizam água com qualidade,
garantem a polinização e outros fatores de extrema
importância para a sociedade. |
“As leis ambientais foram criadas sem questionar as peculiaridades
de cada região. Devemos criar ações articuladas
com as entidades facilitadoras em prol dos estudos baratos e
adequados para cada reserva ambiental”, aconselha Krob.
O biólogo Cristiano Silveira, da Seplan, disse que foram
alcançados os objetivos do encontro. “Queríamos
possibilitar aos produtores uma visão mais ampla do problema
e propor alternativas para viabilizar a reserva legal, como
uma ferramenta para a conservação da natureza
sem prejudicar a propriedade rural.” O biólogo
ainda disse que a prefeitura e o sindicato devem continuar se
reunindo e promovendo debates como este.
Aproximadamente 80 pessoas participaram do evento. |
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Viamão
participa da 15ª Romaria das Águas
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Pela
primeira vez o município de Viamão participou
da Romaria das Águas, movimento que completou 15 anos
nesse domingo, dia 12. Na sexta-feira (10), Viamão marcou
sua participação. O biólogo Cristiano Silveira,
da Seplan, e a comitiva liderada por Natália Soares,
da Pastoral de Ecologia, coletaram uma amostra da nascente do
arroio Feijó, que foi levada para o rito das águas,
celebração na qual são misturadas às
águas do Guaíba as amostras coletadas nas nascentes
de rios da região metropolitana.
A Romaria das Águas aconteceu junto com a festa de Nossa
Senhora Aparecida, junto à Usina do Gasômetro,
em Porto Alegre. |
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Na ocasião, as águas das nascentes do rio Gravataí
e de outras bacias hidrográficas que formam a Região
Hidrográfica do Guaíba foram abençoadas
e jogadas no Guaíba. O ato simboliza a união no
manancial hídrico para onde todos os rios da região
escoam, além do compromisso e esperança em sua
recuperação.
O arroio Feijó nasce na divisa do Campus da PUC em Viamão
com o Cantegril Club e percorre 16 km, passando por Alvorada
e Porto Alegre, terminando no rio Gravataí, que por sua
vez deságua no Guaíba. Entre os rios e arroios
que deságuam no Guaíba estão os rios dos
Sinos, Jacuí, Gravataí, etc. “O ato é
uma ferramenta para reunir todas as comunidades em prol das
águas”, explica irmão Antonio Cechin, idealizador
de projetos realizados na região das ilhas de Porto Alegre.
“A importância dessa celebração está
no resgate do símbolo sagrado que tem a água.
A preservação desse bem poderá somente
trazer benefícios para toda a sociedade”, declara
o biólogo, Cristiano Silveira.
O evento tem por objetivo, a partir da fé, de reverter
a poluição das águas e implantar o monitoramento
participativo dos rios e arroios que formam o Guaíba.
Essa luta é simbolizada pela Nossa Senhora Aparecida
das Águas, madrinha dos ecologistas. Nesse movimento
diversas crenças lutam por esse objetivo, o que faz da
celebração um dos ritos religiosos mais importantes
do Estado.
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