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Responsabilidade ambiental e social em destaque
Cuidar da natureza e do meio ambiente deveria ser matéria aprendida na escola, mas geralmente não é o que acontece. De uns tempos para cá, porém, algumas escolas começaram a ter a consciência de que o nosso planeta é coisa séria, e têm ensinado aos alunos, na prática, noções básicas de educação ambiental. Com o objetivo de fortalecer a cidadania ambiental nas escolas e comunidades em que estão inseridas, a partir de uma educação crítica, participativa e democrática, o Ministério da Educação está promovendo a 3ª Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente.
Alunos de 15 escolas da rede pública municipal de Viamão tiveram seus trabalhos expostos no centro de conveniências da Ulbra Gravataí, durante todo o dia de quarta-feira, 19/11.
Os trabalhos, feitos em sala de aula durante o ano letivo de 2008, apresentam propostas que têm a finalidade de melhorar o ambiente em que vivemos, e foram divididos em 4 categorias: água, ar, terra e fogo. Expostos ao lado de trabalhos de colegas de escolas dos municípios vizinhos – Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada e Glorinha – os trabalhos passaram por uma avaliação, a “Jovem escolhe Jovem”. Dois jovens estudantes analisaram os cartazes e suas propostas, e o público que passou pela exposição pôde votar nos trabalhos de que mais gostou, seguindo critérios de avaliação como coerência, clareza e consistência.
Serão selecionados 7 cartazes em nível regional, e um representante de cada grupo, juntamente com o professor responsável, irá para Brasília para a escolha da melhor proposta do país.
“O mais importante na avaliação não é o cartaz, não é o desenho, mas sim a responsabilidade que a escola se propôs a tomar com o projeto”, afirmou Cristina Feldens, do Conselho Regional de Educação (CRE), e uma das organizadoras do evento.
Viamão, além de participar do concurso com as escolas, também participou da comissão organizadora regional, com a funcionária da Secretaria de Educação Zeni Amarante, e da avaliação dos trabalhos, a “Jovem escolhe jovem”. Leonardo Leal, estudante de pedagogia, e Eduarda Conceição, estudante do ensino médio, ambos moradores de Viamão, passaram a manhã do dia 19 analisando trabalho por trabalho.
Por Vanessa Freitas
Diretores se reúnem para planejar o ano de 2009
Diretores da rede de escolas municipais se reuniram na sexta, 14/11, no Centro Profissionalizante Walter Graf, para discutir sobre o ano letivo de 2008 e 2009.
Uma reflexão acerca das atividades deste ano letivo foi feita, e os problemas e dificuldades, bem como as ações que deram certo nas escolas, foram divididos, de educador para educador. O objetivo principal da reunião, porém, foi planejar o final do ano de 2008 e colocar em pauta o ano letivo de 2009, bem como a aprovação do calendário escolar do ano que vem, por parte dos diretores.
A secretária e o diretor da Secretaria de Educação, Indianara Olinski e Jussemar da Silva, e o prefeito Alex Boscaini, estavam presentes na reunião.
Indianara ressaltou o mérito do trabalho conjunto entre a prefeitura e os funcionários das escolas, assim como a grande melhoria das escolas de Viamão.
“Há bem pouco tempo, os professores e funcionários da nossa rede pública tinham uma grande vergonha em dizer para professores de outras cidades que davam aula em Viamão. Hoje, vemos que essa situação está mudando, pois de uns tempos para cá, nossos professores têm orgulho em dizer que dão aula no município. Viamão está se tornando uma referência na qualidade física e de ensino das escolas”, disse a secretária.
O prefeito Alex Boscaini lembrou aos diretores sobre as licenças-prêmio. “Conseguimos zerar as licenças-prêmio nessa administração. Todos que têm direito à licença podem resolver até o final desse mês sua situação”, disse Boscaini.
Por Vanessa Freitas
Conquistas e desafios do negro
Dando continuidade às atividades da 11ª Semana da Consciência Negra, aconteceu no Centro de Formação Walter Graf, na tarde de terça-feira, dia 18, palestras sobre a história do negro, suas conquistas e desafios.
De acordo com o professor de História de Cachoeirinha, Ubiratã Ferreira Freitas, o Brasil nos séculos XIX e XX era considerado “fraco” por causa dos negros. “O povo negro era visto como um ser qualquer. Através do determinismo biológico, tentava-se explicar a sua inferioridade”. Essa realidade somente foi amenizada em 1930, no governo de Getúlio Vargas, quando Gilberto Freire começou a inserir na sociedade nuances que mostravam a importância do afro-descendente. “O mestiço e o negro também fazem parte da cultura nacional”, ressalta.
Entre outras falas abordadas pelo professor durante a palestra, estava a conquista de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos (EUA).
“Os EUA é um dos países do mundo onde o racismo é mais explícito. Sinceramente eu não acredito que a estrutura vigente vai permitir que ele desenvolva um trabalho realmente voltado para a população negra”.
Questionado a respeito do racismo no Brasil de hoje, Ubiratã relatou que no domingo, dia 16, aconteceu uma ação clara deste ato em Porto Alegre. “A torcida gremista estava brigando entre si. Um dos torcedores disse que o Grêmio não admite negros.” O professor finalizou enfaticamente dizendo que racismo é tanto para brancos como para negros.
O zelador de Axé da Casa de Religião Afro “Casa de Ketu de Viamão”, da Estalagem, Luiz Alberto Pires da Silveira, também palestrou. De acordo com ele, os orixás são a maior cultura africana, é a identidade de origem. “A cultura de um povo se mede pela religiosidade. O negro precisa reencontrar-se com sua história”.

Luiz ainda disse que apesar de toda a escravidão que o negro passou, ele continua aspirando e buscando seus direitos. “O corpo era escravo, mas a alma era livre”.
“A luta da população negra amplia a luta de índios e de todos os marginalizados da sociedade”, disse a representante da organização não-governamental Grupo Maria Mulher de Porto Alegre, Maria Conceição Fontoura. Segundo ela, o negro já conquistou muito, e continua batalhando por dias melhores.
Para Cláudia Soares, uma das organizadores da Semana da Consciência Negra, houve uma extrema relevância de amadurecimento do trabalho. “Estamos tendo diálogos importantes com a comunidade. As pessoas chegam com grandes expectativas, referentes às atividades”, conclui.
Por Daiane Benso
Implantar a Cultura Negra nas escolas e conhecer a língua Yorubá
O simples fato de não ver suas raízes nas dinâmicas escolares pode levar um aluno negro ao silêncio problemático. São as nuances de uma educação não preconceituosa que pautaram a palestra na manhã do dia 17 de novembro. Durante o dia, também foi visto o Plano Nacional de Implementação da Lei 10.639/03 e a introdução da língua Yorubá.
Cláudia Soares, coordenadora desse dia no Walter Graf, emocionou a todos relatando o que pode acontecer com um aluno quando uma dinâmica escolar é mal planejada. “Vivi na carne como um aluno se sente não vendo suas raízes sendo evidenciadas. Foi em uma capacitação, eu era aluna naquela ocasião. A dinâmica apresentada era para escolher uma imagem de uma pessoa famosa para trabalhar. Percebi que nenhuma das fotos disponibilizadas vinha com uma referência negra, questionei para a professora e ela disse “ah, tá”.
Como aquilo não fizesse diferença, consegui explicar o que eu senti para meu grupo, mas não fui capaz de conversar mais com a professora”, declarou Cláudia, que acrescentou “imaginem como um aluno sem base acadêmica nenhuma, poderá lidar com isso”.
A visão emocionada continuou na palestra da professora e pró-reitora da Pucrs-Viamão, Leunice Martins de Oliveira, relatando que negros trabalham muito mais para serem reconhecidos e vistos como competentes. “Através desta lei, conquistamos um pouco mais do nosso espaço.” Leunice também já viveu uma situação semelhante a de Claúdia, vendo seu próprio filho sendo confundido com um assaltante. “Ele estava na parada de ônibus quando foi abordado pela Brigada Militar (BM), por ser parecido com o criminoso. Ele mostrou a carteirinha de estudante e a BM foi embora, sem ao menos pedir desculpas”, relata.
Resgate cultural através da língua Yorubá
Durante a tarde, a supervisora da Escola Municipal Santos Dumont, Gilnara Rita Oliveira Castro, disse que as atividades da Semana da Consciência Negra resgatam a cultura. “O Brasil foi construído pela mão do negro. Este é o momento de contarmos a história e evidenciarmos a importância da cultura afro-descendente”. Gilnara também expôs alguns dos jogos africanos.
Um dos pontos mais importantes na tarde foi a palestra do comendador da Sociedade Brasileira de Artes, Cultura e Ensino, Júlio Cézar Ferro, que falou sobre a língua Yorubá. “É uma língua primitiva, que infelizmente foi deturpada no Brasil. Precisamos resgatar a língua de deuses dos orixás’, e mostrar que além de ter sido primordial no universo da escravidão, faz parte da história do nosso país”.
A língua Yorubá tem aspectos culturais, comerciais e religiosos. “Precisamos introduzir a língua nos currículos, abordando a história e cultura afro nas escolas do município”, ressaltou a coordenadora Claudia Soares.
Todas as palestras foram destinadas aos professores da rede municipal de ensino de Viamão.
Por Alexandre Soares e Daiane Benso
Mais uma formatura no Walter Graf
Emoção, entusiasmo e alegria foram as marcas de mais uma formatura no Centro Profissional Walter Graf. Desta vez, aproximadamente 75 pessoas que realizaram os cursos de informática e manicure/pedicure se formaram. O evento aconteceu na sexta-feira, dia 14 e teve a apresentação do saxofonista José Rock.
O prefeito Alex Boscaini ressaltou que muitos foram os responsáveis pela formatura. “Todos de uma forma ou de outra contribuíram para esse momento. A família é um dos grandes alicerces, é a base de tudo”. Enfatizou também, que é uma oportunidade única. “A educação e o aprendizado mudam a realidade. A perseverança faz com que as pessoas se tornem vencedoras.
As oportunidades são iguais e todos são capazes, é só ir em frente”. Já, a secretária da Educação, Indianara Olinski, parabenizou e felicitou os alunos. “Concluir mais essa etapa é uma conquista, mas, também, é apenas o começo.”
O curso de informática iniciou em agosto e terminou em novembro. Foram 80 horas de aula, ministradas pelo professor Giovani Dorneles dos Reis. Já, o curso de manicure/pedicure iniciou em junho e terminou em outubro. Foram 120 horas ministradas pela professora Miriam da Rosa Toledo.
Para o professor Giovani Dorneles dos Reis, ser de alguma maneira responsável pela formação profissional de uma pessoa é muito importante. “O sentimento de carinho pela vida de cada um vai além do simples ato de cumprir um trabalho”.

Saiba mais:

Informática e manicure/pedicure fazem parte dos cursos que são oferecidos gratuitamente pela Secretaria Municipal de Educação no Centro de Formação Profissional Walter Graf. Além destes, marcenaria, artesanato, informática, cabeleireiro e manicure são os outros cursos disponibilizados.
Por Daiane Benso